POLÍTICA
Secretária de Comunicação do Acre critica uso de redes do Governo para promoção pessoal de Lula

RIO BRANCO – A secretária de Comunicação do governo do Acre, Nayara Lessa, levantou questionamentos sobre a utilização das redes sociais oficiais do governo federal para a promoção da imagem do presidente Lula e de seus ministros. A crítica foi feita na terça-feira, 26, em suas redes sociais, onde Lessa abordou o princípio da impessoalidade na administração pública.
A manifestação da secretária acreana ocorreu após o presidente Lula e seus ministros serem vistos utilizando bonés com o lema “O Brasil é dos Brasileiros” durante uma reunião ministerial. Para Nayara Lessa, a situação exemplifica o uso da estrutura de comunicação do governo para fins que extrapolam o interesse público.
“A impessoalidade na administração pública significa que os atos do poder público devem ser realizados sem favorecimento ou prejuízo a pessoas específicas, e sempre em nome do interesse coletivo”, explicou Lessa. “O agente público age em nome do Estado, e não em nome próprio. Suas ações devem refletir o bem público, não objetivos pessoais, políticos ou partidários.”
Lessa utilizou o exemplo de um prefeito que inaugura uma escola pública para ilustrar o conceito. “Um prefeito que inaugura uma escola pública não pode colocar seu nome na fachada do prédio. Isso violaria o princípio da impessoalidade, pois estaria usando um ato público para fins privados”, afirmou.
A secretária também alertou para as possíveis consequências da violação do princípio da impessoalidade, que podem incluir ações de improbidade administrativa, anulação de atos administrativos e sanções legais e administrativas ao agente público.
Ao comentar especificamente sobre o presidente Lula, Lessa avaliou que “ele está usando as redes oficiais do governo para promover sua imagem e dos ministros por meio de uma trend”. A secretária concluiu ressaltando a importância da responsabilidade dos comunicadores nesse processo de gestão pública.
A crítica de Nayara Lessa reacende o debate sobre os limites da comunicação governamental e a necessidade de garantir a transparência e a imparcialidade na divulgação de informações de interesse público.
