Dia Mundial do Câncer marca divulgação de estimativas; desigualdades regionais refletem perfil de incidência no estado
RIO BRANCO (AC), 05 de fevereiro de 2026 — O Acre deve registrar 1.170 novos casos de câncer ao longo de 2026, de acordo com a publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) na quarta-feira (4), data do Dia Mundial do Câncer.
Do total projetado para o estado, 970 correspondem a neoplasias exceto pele não melanoma, enquanto 200 casos são desse tipo de tumor — que apresenta alta incidência, mas baixa letalidade. A taxa bruta geral estimada é de 131,79 casos por 100 mil habitantes. No cenário nacional, o país deve registrar até 2028 cerca de 781 mil novos casos por ano; excluindo os tumores de pele não melanoma, a projeção anual é de 518 mil casos.
Principais tipos de câncer no Acre
A pesquisa detalha a incidência por localização do tumor, com destaque para alguns tipos que lideram as estatísticas no estado:
-Câncer de mama (mulheres): 100 casos previstos, com taxa bruta de 22,40 e ajustada de 23,98 por 100 mil habitantes.
-Câncer de próstata (homens): 90 casos, taxa bruta de 21,12 e ajustada de 24,92.
-Câncer do colo do útero (mulheres): 90 casos, taxa bruta de 21,25 e ajustada de 19,62.
-Tumores de traqueia, brônquio e pulmão: 90 casos (40 em homens e 50 em mulheres), taxa bruta de 9,54 e ajustada de 10,81.
-Câncer de cólon e reto: 60 casos (30 em cada sexo), taxa bruta de 6,77 e ajustada de 7,82.
-Câncer de cavidade oral: 70 casos (40 em homens e 30 em mulheres), taxa bruta de 3,75 e ajustada de 3,86.
Outros tipos com projeções de 40 casos cada são estômago, fígado, tireoide e leucemias. Já o câncer de esôfago soma 30 casos, enquanto tumores de pâncreas, sistema nervoso central, bexiga, laringe, linfomas e melanoma de pele contabilizam 20 casos cada. Um grupo de “outras localizações” concentra 120 casos, com taxa bruta de 13,09.
Os dados confirmam um padrão da Região Norte: o câncer do colo do útero mantém alta incidência entre as mulheres, fato associado à baixa cobertura de exames preventivos e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Entre os homens, o câncer de estômago apresenta relevância, ligado a fatores socioeconômicos, hábitos alimentares e diagnóstico tardio.
No Brasil, a tendência é semelhante à do Acre. Entre os homens, os cânceres mais frequentes são de próstata (30,5%), cólon e reto (10,3%), pulmão (7,3%), estômago (5,4%) e cavidade oral (4,8%). Nas mulheres, predominam mama (30,0%), cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e tireoide (5,1%).









