O Acre concentra os maiores índices de experimentação de cigarros entre escolares de 13 a 17 anos do país, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (25). O estudo aponta que 28,9% dos adolescentes acreanos relataram já ter fumado alguma vez na vida – um percentual 56% superior à média nacional de 18,5% e que consolida o estado como o mais afetado por esse indicador no país.
A exposição precoce ao tabaco emerge como um dos principais pontos de atenção. Cerca de 9,4% dos jovens pesquisados experimentaram cigarros aos 13 anos ou menos, com diferenças significativas entre as redes de ensino: 10,1% dos alunos da rede pública iniciaram o contato com o produto nessa faixa etária, enquanto na rede privada o índice é de 5,4%.
Embora o uso atual de cigarros nos últimos 30 dias tenha apresentado queda em nível nacional, os adolescentes acreanos permanecem entre os grupos mais vulneráveis. A pesquisa destaca ainda que a regulamentação da venda de produtos do tabaco para menores de 18 anos enfrenta barreiras na prática: cerca de 36% dos estudantes que fumam conseguiram adquirir o produto em estabelecimentos comerciais, mesmo com a proibição federal em vigor.








