Acreanão 2026 começa sem público em razão de impasse entre FFAC e Corpo de Bombeiros

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Acreanão 2026 começa sem público em razão de impasse entre FFAC e Corpo de Bombeiros

RIO BRANCO (AC) – O Campeonato Acreano Sicredi de 2026 terá sua estreia no dia 15 de janeiro sem a presença de torcedores, após o Estádio Antônio Aquino Lopes – o Florestão – não obter a liberação técnica do Corpo de Bombeiros do Acre (CBMAC). A divergência entre a Federação de Futebol do Acre (FFAC) e a corporação sobre as causas do atraso gerou o impasse que afeta a abertura da competição.

Em comunicado nas redes sociais na segunda-feira (12), o presidente da FFAC, Adem Araújo, explicou que a falta de laudos necessários para jogos oficiais é a principal razão para a medida. “Buscamos esse documento desde agosto passado, mas enfrentamos mais de 60 pendências decorrentes de mudanças nas normas que entraram em vigor neste início de gestão”, destacou ele, acrescentando que a situação “não depende da federação”.

A federação havia solicitado a utilização da Arena da Floresta para a abertura inicialmente prevista para o dia 12 de janeiro, mas o pedido não foi atendido a tempo. Com isso, a partida de estreia será realizada no Florestão com portões fechados. “A partir do dia 22, a Arena da Floresta estará disponível para receber os torcedores. Garantimos um campeonato disputado, com bons times e jogadores de alto nível”, afirmou o dirigente.

Nesta terça-feira (13), a direção de Atividades Técnicas do CBMAC rebateu a ideia de entraves burocráticos, atribuindo o atraso a falhas no cumprimento das normas de segurança pelo responsável pelo projeto do estádio. “Trata-se do sétimo ciclo de análise do projeto do Florestão. Nossa equipe está agilizando os processos, mas o engenheiro responsável ainda não atende aos requisitos exigidos”, declarou o major Eurico, diretor da área.

Entre as pendências apontadas estão acessos adequados, saídas de emergência, sistema de hidrantes, alarmes e outros equipamentos de prevenção. O major explicou que esses itens são essenciais para garantir a proteção em caso de incêndios ou situações de pânico, e que sem seu ajuste, não há como avançar para a vistoria final e emissão do laudo.

“A segurança dos torcedores, atletas e profissionais envolvidos é nossa prioridade máxima – não se trata de falta de sensibilidade, mas de cumprir o que a legislação determina”, ressaltou ele. O major também detalhou que alterações realizadas no projeto original do estádio exigiram nova avaliação completa pela corporação: “Toda modificação no projeto inicial demanda um novo processo de aprovação por parte do Corpo de Bombeiros”.

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