RIO BRANCO (AC) – Enquanto a inflação mostra sinais de desaceleração no país, o custo de vida na capital acreana continua sob pressão, especialmente devido ao aumento dos preços dos alimentos. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE, indicam que Rio Branco registrou variações acima da média brasileira em grupos essenciais de consumo ao longo de 2025.
No período analisado, a capital apresentou variação acumulada de 4,78% no índice geral de preços, superior à média nacional de 4,33%. O principal fator responsável pela diferença foi o grupo alimentação e bebidas, que acumulou alta de 7,33% em Rio Branco – bem acima dos 5,25% registrados no Brasil como um todo – confirmando o impacto dos itens básicos no orçamento das famílias acreanas.
Dentro desse segmento, o subgrupo alimentação no domicílio teve avanço ainda mais expressivo: 7,59% na capital, contra 4,35% no país. Produtos de consumo diário apresentaram aumentos significativos: carnes subiram 7,47% localmente (frente a 4,08% nacional), frutas tiveram elevação de 8,35% (contra 5,40% no Brasil) e leite e derivados avançaram 6,19% (superando os 4,86% do índice nacional).
Além da alimentação, o grupo transportes também influenciou o cenário inflacionário local, com alta acumulada de 5,45% em Rio Branco – impulsionado por reajustes em combustíveis e custos de deslocamento – enquanto no país a variação foi de 4,37%.
Especialistas explicam que o cenário é resultado de fatores estruturais como a dependência de produtos de outras regiões, custos logísticos elevados e oscilações climáticas que afetam a oferta de alimentos. Mesmo com alívio em alguns segmentos, os aumentos nos itens essenciais mantêm a inflação percebida elevada para a população.
O IPCA é o principal indicador oficial de inflação no Brasil, servindo de referência para metas do Banco Central, reajustes contratuais e políticas públicas. Os dados para Rio Branco revelam que, apesar da tendência de moderação no índice nacional, o peso dos alimentos continua determinante para a alta do custo de vida, impactando principalmente as famílias de menor renda.









