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Entre galpões e caminhões de Rio Branco, chapas mantêm viva profissão essencial à economia local

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Foto: David Medeiros

RIO BRANCO (AC) – Na entrada da capital acreana, na região da Corrente, uma das profissões mais antigas e fundamentais para o desenvolvimento urbano do estado resiste ao tempo: a dos chapas. Responsáveis pelo descarregamento de mercadorias que chegam a Rio Branco, esses trabalhadores movimentam a economia local e garantem que produtos vindos dos grandes centros cheguem aos depósitos e galpões da cidade.

Atualmente, os profissionais contam com um espaço de apoio inaugurado em 2015, que inclui banheiro, bancos e cobertura – uma melhoria significativa em relação às condições precárias que marcaram a atividade anteriormente. A estrutura foi uma iniciativa da gestão do ex-prefeito Marcus Alexandre e, segundo os trabalhadores, trouxe mais dignidade ao dia a dia de quem espera pela chegada das cargas.

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Cerca de 40 homens atuam como chapas na capital, trabalhando de forma autônoma e sendo contratados conforme a demanda. Sem vínculo empregatício formal, eles se organizam em equipes para realizar os serviços, que variam de acordo com o tipo e volume de mercadorias – desde tintas até diversos produtos de consumo.

Aclemar Afonso, que já acumula 25 anos de experiência na área, destacou a importância da melhoria nas condições de trabalho. “Quero agradecer profundamente ao ex-prefeito Marcus Alexandre, que deu dignidade a todos nós chapas com essa estrutura. Antes era muito difícil, com condições precárias. Muitos já não estão mais aqui, mas nós continuamos contribuindo para o desenvolvimento de Rio Branco e do Acre”, afirmou.

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Os valores pagos aos trabalhadores variam conforme a carga, e cada equipe se organiza para dividir os ganhos. Em média, cada chapa recebe entre R$ 250 e R$ 300 por diária de trabalho. “A gente se une, cinco ou seis homens, para fazer um serviço que ajude a garantir o sustento da semana”, explicou Aclemar.

Ele ressaltou que, apesar dos desafios, a profissão possibilita manter as famílias. “Ninguém reclama – a gente se esforça para levar o pão de cada dia. Muitos têm despesas como pensão, aluguel, contas de luz e internet. Quando montamos a equipe, já sabemos mais ou menos quanto vamos ganhar pelo produto descarregado. Só temos a agradecer às pessoas que nos contratam e confiam no nosso trabalho”, concluiu.

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