A Polícia Militar do Acre emitiu esclarecimento importante sobre como funcionava o sistema de proteção da médica Elyne de Assis Nogueira: ao contrário do que se imaginava inicialmente, o acionamento do dispositivo não chegou à central de emergências pelo número 190.
O mecanismo utilizado era vinculado à tornozeleira eletrônica do agressor monitorado, e não ao aplicativo “Mulher Segura”. Por esse sistema, quando o agressor ultrapassa o limite de distância estabelecido pela Justiça, o alerta vai automaticamente para a Polícia Penal e para o celular da vítima — e não diretamente para a Polícia Militar. Por isso, segundo a corporação, não houve registro de chamado pelo 190 antes do crime.
A Polícia Civil mantém as investigações classificando o crime como feminicídio com uso de pistolagem. O autor material dos disparos já foi identificado e segue sendo procurado pelas equipes. A apuração também verifica a participação do ex-companheiro da vítima como mandante do crime.
Elyne era servidora pública e trabalhava na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva, em Brasiléia.











