RIO BRANCO (AC) – 06 de fevereiro de 2026 – A rede pública de ensino do Acre se consolidou como linha de frente na luta contra dengue, zika e chikungunya. Por meio do projeto “Todos contra o Aedes aegypti”, alunos e professores se transformaram em agentes de saúde comunitária, demonstrando como a educação pode ser um poderoso antídoto contra as arboviroses que assolam a região.
Desenvolvido pelo Instituto Sapien, com recursos do Ministério da Saúde e apoio da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), da Secretaria de Educação e Cultura (SEE) e do governo estadual, a iniciativa já alcançou 15,4 mil estudantes e 616 professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental em dez municípios do estado. Através de materiais pedagógicos interativos, jogos, vídeos e atividades práticas, o programa ensina a identificar e eliminar criadouros do mosquito, estendendo o trabalho preventivo das salas de aula para residências e comunidades.
A urgência da ação é reforçada por dados históricos da Sesacre: no início de 2024, o Acre registrou 6.510 casos prováveis de dengue, com 1.174 confirmações e incidência de 784,3 casos por 100 mil habitantes, atingindo 21 dos 22 municípios do estado. Diante desse cenário, a integração entre educação e prevenção tornou-se uma prioridade estratégica.
Professores são capacitados para abordar o tema de forma transversal, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), unindo conteúdos de ciência, cidadania e responsabilidade coletiva. Os estudantes participam de rodas de conversa, produzem campanhas educativas, realizam vistorias nas áreas próximas às escolas e orientam familiares e vizinhos sobre cuidados essenciais – como tampar reservatórios e eliminar acumulações de água parada.
Cada aluno atua como multiplicador de informações, capacitado a identificar riscos e incentivar mudanças de comportamento. Essas ações simples já demonstraram potencial para reduzir significativamente a presença do mosquito na região.
O projeto conta também com sistemas de monitoramento e avaliação de resultados, visando aperfeiçoar metodologias e medir impactos. O modelo implementado no Acre tem sido destacado como referência, mostrando que a aliança entre educação e saúde é fundamental para construir comunidades mais conscientes e protegidas contra doenças evitáveis.










