Uma criança indígena de cinco anos, trazida de helicóptero de Santa Rosa do Purus até o Pronto-Socorro de Rio Branco no dia 13 de outubro, tem enfrentado dificuldades durante sua internação.
O pai da menina, Osmar Kulina, relata que não compreende bem as orientações recebidas da equipe médica e que a filha, com uma lesão no rosto há mais de três meses, não seria devidamente acompanhada pelos médicos. Outros pacientes da enfermaria também manifestaram preocupação, dizendo que a criança ficaria longos períodos sem curativo.
A enfermeira responsável pelo setor, Priscila, esclareceu que os procedimentos estão sendo realizados: o curativo é trocado diariamente, mas a própria criança, por sentir dor, acaba retirando-o com frequência. Ela informou ainda que um exame de ultrassom ocular foi antecipado para agilizar o diagnóstico.
Sobre a comunicação com a família, a profissional explicou que, sempre que necessário, a equipe aciona a Casa de Saúde Indígena (Casai) para fazer a ponte cultural e linguística. No dia do exame, porém, nenhum representante da Casai compareceu ao hospital, mesmo após ser solicitado. Nesta quinta-feira, um técnico indígena finalmente esteve presente e pôde auxiliar na orientação da família.










