RIO BRANCO
Fim do Asfalta Rio Branco gera polêmica na Câmara Municipal

O encerramento do programa Asfalta Rio Branco, anunciado pela prefeitura de Rio Branco, gerou intenso debate na Câmara Municipal nesta quinta-feira (3). Vereadores da oposição e da situação divergiram sobre a decisão, com críticas à gestão do prefeito Tião Bocalom e defesas da nova licitação que deve ocorrer em 90 dias.
Vereadores da oposição, como Éber Machado (MDB) e André Kamai (PT), criticaram duramente a decisão, apontando o desgaste precoce do asfalto já aplicado e a necessidade de uma CPI para investigar o uso dos R$ 150 milhões já gastos. Machado acusou a gestão de falta de transparência e covardia, afirmando que futuras gerações arcarão com as consequências do empréstimo. Kamai reforçou a necessidade de uma CPI e questionou se o investimento se justificou. Zé Lopes (Republicanos) também se posicionou contra, se colocando à disposição para assinar a solicitação da CPI.
O líder do governo na Câmara, Rutênio Sá (UB), justificou o fim do programa alegando o término dos contratos com as empresas e a necessidade de uma nova licitação. Ele garantiu que há R$ 60 milhões disponíveis para a pavimentação de novas ruas, com a nova licitação prevista para acontecer nos próximos três meses (abril, maio e junho), e o início das obras em julho. Sá destacou o acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Controladoria-Geral da União (CGU) como garantia de transparência e afirmou que o programa anterior sofreu com a falta de fiscalização.
O presidente da Câmara, Joabe Lira (UB), embora reconhecendo a importância do programa de asfaltamento para a cidade e a demanda da população por melhorias na infraestrutura, afirmou não ter sido oficialmente comunicado sobre a suspensão e pretende se reunir com o secretário de Infraestrutura para obter mais informações e discutir soluções para atender os bairros ainda não contemplados.
O debate acirrado na Câmara demonstra a controvérsia em torno do fim do programa Asfalta Rio Branco, com a oposição exigindo transparência e investigação, enquanto a prefeitura defende a necessidade de uma nova licitação para garantir a continuidade das obras de pavimentação na cidade.
