O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estendeu por mais 12 meses o estado de emergência fitossanitária no Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. A decisão, assinada pelo ministro André de Paula e publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, entra em vigor no dia 5 de agosto.
A medida foi criada originalmente em agosto de 2021 e renovada anualmente desde então. Desta vez, a prorrogação visa manter as ações de prevenção e vigilância contra a Moniliophthora roreri, fungo causador da monilíase — doença classificada como praga quarentenária e uma das maiores ameaças à produção de cacau em todo o continente americano.
A praga ataca diretamente os frutos da planta, causando perdas severas na colheita e prejuízos expressivos aos produtores. A manutenção da emergência permite ao poder público manter regras especiais de fiscalização, monitoramento e controle de trânsito de produtos agrícolas, essenciais para impedir que a doença chegue e se espalhe na Região Norte, que faz fronteira com países onde a praga já está disseminada.
Com a renovação, as autoridades seguem autorizadas a adotar todas as medidas excepcionais necessárias para proteger a lavoura de cacau — uma das principais atividades econômicas e de geração de renda para famílias em diversas regiões do Acre e dos outros estados abrangidos pela norma.












