CARACAS (VE) – Grande parte da equipe de segurança do presidente venezuelano Nicolás Maduro foi morta “a sangue frio” durante o ataque realizado por militares dos Estados Unidos no sábado (03), que resultou na captura do líder e de sua esposa. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, em declaração televisionada na manhã deste domingo (04).
Padrino não informou o número exato de vítimas, mas destacou que o ataque também causou mortes entre soldados e cidadãos inocentes. O general afirmou que as Forças Armadas foram ativadas em todo o país para garantir a soberania e a ordem interna.
Na mesma declaração, Padrino apoiou a nomeação da vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina, de acordo com decisão do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela. O tribunal determinou que ela assuma o poder por 90 dias “para garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”.
“As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, em perfeita unidade com o povo, garantiram a continuidade democrática da Venezuela e continuarão a fazê-lo”, afirmou o ministro, citando o líder libertador Simón Bolívar ao dizer que “a ordem e a paz são o nosso porto seguro”.
Padrino também exortou a população a não ceder à “guerra psicológica, ameaças e medo” por parte dos EUA e a retomar as atividades econômicas, de trabalho e educacionais nos próximos dias. “A nação precisa voltar a pautar-se pela sua constituição”, destacou.
Os Estados Unidos anunciaram no sábado que realizaram “um ataque em grande escala contra a Venezuela” e que vão governar o país até a conclusão de uma transição de poder. Por sua vez, o governo bolivariano garantiu que manterá a governabilidade do país e que as forças armadas continuarão a empregar todas as suas capacidades para a segurança e preservação da paz.









