RIO BRANCO
IPVA do Acre está entre os mais baixos do país em 2026; alíquota é de 2% para carros

RIO BRANCO (AC), 15 de janeiro de 2026 — O Acre figura entre os estados brasileiros com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) mais acessíveis do país em 2026, segundo um levantamento nacional. Com alíquotas que ficam abaixo da média nacional, o estado mantém uma política tributária equilibrada, que combina preços baixos com facilidades de pagamento.
No Acre, automóveis, camionetas e veículos utilitários são tributados com alíquota de 2%, enquanto motocicletas, ônibus e caminhões pagam 1% sobre o valor venal do bem. Para quem optar pelo pagamento à vista, há desconto de 10%, e o imposto também pode ser parcelado em até cinco vezes — o dobro do prazo oferecido em 2025.
Uma medida de incentivo mantida pelo estado é a isenção completa para motocicletas de até 170 cilindradas, desde que sejam o único veículo registrado no nome do proprietário.
Entre os 27 entes federativos, o Acre ocupa a terceira posição entre os IPVAs mais baixos do país. Apenas Amazonas (1,5%) e Paraná (1,9%) apresentam alíquotas menores. Em contrapartida, o estado está muito distante dos impostos mais elevados do Brasil: Mato Grosso do Sul lidera com alíquotas de até 6% para carros novos a diesel e 5% para modelos não diesel, enquanto estados do Sudeste como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais aplicam 4% sobre automóveis de passeio.
Os estados brasileiros podem ser divididos em três grupos:
-Mais baixas: Amazonas (1,5%), Paraná (1,9%), Acre, Espírito Santo e Santa Catarina (2%)
-Intermediárias (2,4% a 3%): Pernambuco, Ceará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Sergipe, Pará, Paraíba, Bahia, Alagoas, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Amapá e Goiás
-Mais altas: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais (4%), Mato Grosso do Sul (5–6%)
Para efeito de comparação, um veículo avaliado em R$ 50 mil geraria IPVA de R$ 1.000 no Acre. No Mato Grosso do Sul, o mesmo automóvel poderia custar entre R$ 2.500 e R$ 3.000 de imposto, dependendo do modelo e tipo de combustível.
Enquanto alguns estados oferecem descontos mais agressivos à vista — como Amapá com 20% e Espírito Santo com 15% — o Acre mantém o desconto de 10%, considerado intermediário, mas competitivo. Estados como Amazonas e Paraná, com alíquotas menores, oferecem menos benefícios para pagamento único, equilibrando o valor final do tributo. O levantamento aponta que a política acreana garante acessibilidade sem comprometer a arrecadação estadual.








