RIO BRANCO (AC), 30 de jan. — O Ministério Público do Acre (MPAC) apresentou nesta sexta-feira denúncias contra 76 pessoas investigadas por integrarem a organização criminosa Comando Vermelho. As ações são resultado da Operação Casa Maior, deflagrada no dia 13 em parceria com a Polícia Civil, e representam uma das maiores iniciativas recentes de combate ao crime organizado no estado.
As apurações revelam que a facção atuava com uma estrutura organizada e permanente, com núcleos tanto dentro quanto fora do sistema prisional. Integrantes foram identificados no Acre e em outros estados, e parte dos denunciados — mesmo sob custódia — exercia funções de liderança dentro da organização. A hierarquia previa divisão clara de tarefas, incluindo comando, disciplina, arrecadação de recursos, logística e gestão financeira.
A investigação também apontou um complexo esquema de lavagem de dinheiro, que utilizava contas bancárias de terceiros, depósitos fracionados e movimentações rápidas de valores. O objetivo era ocultar a origem dos recursos, que teriam como principal fonte o tráfico de drogas, roubos e outros ilícitos.
Os investigados respondem, conforme a sua participação individual, por crimes como organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, associação para tráfico de drogas e outras infrações conexas.
De acordo com o MPAC, a Operação Casa Maior teve como foco principal a desarticulação da estrutura financeira da facção e o enfraquecimento do seu comando no Acre. “Trata-se de uma ação estratégica que busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também impedir o funcionamento contínuo da organização criminosa no nosso estado”, destacou uma fonte do Ministério Público.









