RIO BRANCO (AC), 10 de janeiro de 2026 – Quase metade dos incidentes aéreos registrados no Acre ao longo de 2025 está ligada a problemas com pneus das aeronaves. De acordo com dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), dos nove casos analisados, quatro tiveram como causa principal o estouro ou furo dos componentes, representando 44,4% do total de ocorrências no estado.
O episódio mais recente ocorreu na manhã de terça-feira (6), em Tarauacá. Uma aeronave de pequeno porte, que fazia o trajeto para Jordão, teve um incidente durante a tentativa de decolagem após apresentar problema com o pneu. A situação foi controlada pelos pilotos e não houve vítimas.
Ao longo do ano passado, ocorrências semelhantes foram documentadas em diferentes municípios acreanos. Em 25 de novembro, no Aeroporto Plácido de Castro, em Rio Branco, uma aeronave que havia partido de Jordão apresentou furo em um pneu traseiro durante o pouso. A tripulação conseguiu desviar a aeronave da pista com segurança, e o avião foi levado ao hangar para avaliação, sem prejuízos a pessoas ou estruturas.
Em Cruzeiro do Sul, dois casos foram registrados em menos de dois meses. No dia 16 de outubro, uma aeronave que decolara de Marechal Thaumaturgo teve um pneu furado ao pousar no Aeroporto Internacional da cidade. Após o desembarque dos passageiros, a unidade foi encaminhada para manutenção. Já em 16 de setembro, outra aeronave – que vinha de Rio Branco com um tripulante e quatro passageiros – apresentou furo no pneu esquerdo após o pouso na mesma infraestrutura aeroportuária.
Os demais 55,6% dos incidentes aéreos no Acre em 2025 tiveram causas diversas, como colisões com aves, falhas em sistemas e ocorrências durante operações no solo. Em 7 de outubro, no Aeroporto Plácido de Castro, uma aeronave tocou a cauda no solo durante o táxi no pátio, em decorrência da movimentação de passageiros no interior. Entre junho e julho, pelo menos três casos de colisão com aves foram registrados nas fases de decolagem e pouso na capital acreana.
No início do ano, em janeiro, uma aeronave que fazia o trajeto Belo Horizonte-Rio Branco enfrentou falha no sistema de slats das asas durante a aproximação para pouso. Os procedimentos de segurança foram seguidos e o pouso ocorreu sem intercorrências.
Apesar de nenhum dos incidentes registrados ter causado vítimas, os dados levantam um alerta sobre a importância da manutenção preventiva das aeronaves e da necessidade de investimentos contínuos na infraestrutura aeroportuária do estado para garantir a segurança das operações aéreas.









