RIO BRANCO
Professores de Rio Branco podem manter greve apesar de decisão judicial

A greve dos servidores da educação municipal de Rio Branco, suspensa por decisão judicial, pode continuar. Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (4), a categoria decidirá se mantém a paralisação, mesmo sem o apoio formal do SINTEAC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre). A decisão do desembargador Lois Arruda, que impôs a suspensão imediata sob pena de multas pesadas (R$ 50 mil diários para o sindicato e R$ 10 mil para a presidente Rosana Nascimento), não foi suficiente para desmobilizar os professores.
A presidente do SINTEAC explicou que a decisão judicial não declarou a greve ilegal, apenas a suspendeu, alegando que a prefeitura está em negociação. Rosana Nascimento critica a falta de avanço nas negociações, que se arrastam há dois anos, e acusa a prefeitura de priorizar gastos com cargos de confiança enquanto alega dificuldades financeiras para atender às reivindicações dos professores. Como exemplo, cita o aumento salarial de 31 funcionários em R$ 13 mil, enquanto o reajuste solicitado pelos professores é de, no máximo, R$ 250.
A pauta de reivindicações inclui reajuste do piso do magistério (com reposição de dois anos), reposição da inflação para servidores não-docentes, cumprimento da hora-atividade, manutenção do aporte ao RBPrev, auxílio-alimentação (R$ 1.000), auxílio-saúde (R$ 1.000) e reformulação do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração). Apesar do risco de responsabilização jurídica individual, a possibilidade de a greve prosseguir sem o comando do sindicato é real, baseada em experiências passadas onde a categoria obteve conquistas mesmo sem o apoio formal da entidade. A decisão final da assembleia definirá o futuro da mobilização.
