RIO BRANCO (AC), 10 de janeiro de 2026 – O aumento do salário mínimo nacional para R$ 1.621 no próximo ano gerará um impacto financeiro de R$ 9,24 milhões nas despesas das prefeituras acreanas ao longo de 2026. A projeção faz parte de um estudo técnico divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta sexta-feira (9), que calcula um aumento total de R$ 4,28 bilhões nos gastos municipais em todo o Brasil em razão do novo piso salarial.
De acordo com o levantamento, o Acre figura entre as unidades federativas com menor impacto proporcional do reajuste. No estado, 4.573 servidores municipais têm remuneração de até 1,5 salário mínimo – o grupo diretamente beneficiado pela elevação do valor nacional. Esse contingente representa apenas 0,2% do total de servidores municipais nessa faixa salarial em todo o país, posicionando o Acre entre os últimos lugares do ranking nacional.
A comparação com outros estados mostra um contraste expressivo. Minas Gerais, Bahia e Ceará concentram juntos cerca de 32% de todos os servidores municipais que ganham até 1,5 salário mínimo, com impactos anuais superiores a R$ 350 milhões em cada uma dessas unidades federativas. Minas Gerais terá um custo estimado de R$ 537,9 milhões, enquanto a Bahia alcança R$ 452,6 milhões.
Na Região Norte, o Acre também se destaca pela menor pressão fiscal decorrente do reajuste. Enquanto o Pará enfrentará um impacto superior a R$ 310 milhões e o Amazonas quase R$ 98 milhões, o valor projetado para os municípios acreanos fica abaixo dos R$ 10 milhões, ao lado de Amapá e Roraima – estados que, juntos com o Acre, somam apenas 1% do total nacional de servidores nessa faixa salarial.
Apesar do impacto menor em valores absolutos, a CNM ressalta a necessidade de atenção dos gestores municipais, especialmente em cidades de pequeno porte, onde a proporção de servidores vinculados ao salário mínimo costuma ser maior. O reajuste de 6,79% combina a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e um ganho real atrelado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), conforme determina a legislação em vigor.









