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RIO BRANCO

Seca histórica no Rio Acre compromete navegação e ameaça abastecimento na fronteira com o Peru

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Brasiléia, Acre – O Rio Acre, vital para a integração entre Brasil e Peru, enfrenta uma das secas mais severas de sua história, com impactos alarmantes na navegação, no escoamento de produtos e no abastecimento de água em comunidades locais. Imagens impactantes registradas na Ponte da Integração, que conecta Assis Brasil (Brasil) a Inãpari (Peru), revelam extensos bancos de areia e áreas completamente secas, expondo a magnitude da crise hídrica.

Em Brasiléia, o nível do rio atingiu a marca crítica de 74 centímetros nesta quarta-feira (27), conforme dados do monitoramento oficial. A situação é igualmente preocupante em Rio Branco, onde o rio registra 1,51 metro e continua em declínio, segundo informações do tenente-coronel Cláudio Falcão, coordenador municipal da Defesa Civil.

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“A seca causa sérios prejuízos à navegação e ao transporte de produtos agrícolas nos municípios afetados”, alerta o tenente-coronel Falcão. “Além disso, compromete a chegada de insumos básicos ao comércio, como se observa em Santa Rosa e Porto Walter, impactando diretamente a economia e o cotidiano da população.”

Diante da gravidade da situação, o governo federal reconheceu o estado de emergência nos 22 municípios do Acre. A medida visa agilizar o repasse de recursos e a implementação de ações emergenciais para mitigar os efeitos da seca.

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Em Rio Branco, a Defesa Civil intensificou o fornecimento de água para comunidades rurais isoladas e mantém o monitoramento constante do rio. O tenente-coronel Falcão ressalta a urgência de intervenções para evitar o desabastecimento de água na capital, garantindo o acesso da população a esse recurso essencial.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) declarou situação de escassez hídrica em rios do Acre, reforçando a necessidade de uso consciente da água e a adoção de medidas de mitigação. A previsão é de que a seca se prolongue nos próximos meses, exigindo um esforço conjunto da sociedade e do poder público para enfrentar os desafios impostos pela crise hídrica.

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