MISSISSIPPI (EUA), 07 de fevereiro de 2026 – Brad Arnold, membro fundador e voz emblemática da banda de rock 3 Doors Down, faleceu neste sábado aos 47 anos. O músico, que havia sido diagnosticado com câncer renal em estágio 4 em maio do ano passado, morreu pacificamente durante o sono, acompanhado por sua esposa Jennifer e familiares próximos, conforme comunicado oficial publicado na página do grupo nas redes sociais.
Responsável por dar vida a sucessos que marcaram uma geração, Arnold foi um dos principais nomes do pós-grunge mundial. “Brad ajudou a redefinir o rock mainstream, unindo a sonoridade acessível do gênero a composições carregadas de emoção e temas que encontraram eco forte entre o público”, destacou a banda no texto de luto.
A notícia do diagnóstico foi compartilhada pelo próprio cantor em um vídeo nas redes sociais em 2025, quando revelou estar enfrentando um carcinoma de células renais de células claras, com metástases nos pulmões. Na ocasião, ele anunciou o cancelamento da turnê de verão da banda e transmitiu uma mensagem de força: “Não tenho medo. Sinceramente, não tenho medo nenhum”, afirmou, ressaltando que contava com sua fé como suporte durante o tratamento. Arnold também pediu orações aos fãs e brincou ao comentar que “estava na hora de ouvir ‘It’s Not My Time’ um pouquinho”.
Com carreira de destaque desde o início dos anos 2000, a 3 Doors Down alcançou 10 músicas nas paradas da Billboard Hot 100, sendo três delas entre as 10 primeiras posições: “Kryptonite” (3º lugar em 2000), “When I’m Gone” (4º em 2003) e “Here Without You” (5º no mesmo ano). Dois álbuns do grupo chegaram ao topo da Billboard 200, que reúne todos os gêneros musicais: “Seventeen Days” (2005) e o disco homônimo “3 Doors Down” (2008).
O artista também recebeu três indicações ao Grammy: duas na categoria de melhor canção de rock, pelas faixas “Kryptonite” e “When I’m Gone”, e uma de melhor performance de rock por duo ou grupo com vocal, também por “When I’m Gone”.
Além do legado musical, a banda destacou as qualidades humanas de Arnold: “Ele foi um marido dedicado a Jennifer, e sua gentileza, humor e generosidade tocaram todos os que tiveram a sorte de conhecê-lo. Quem esteve próximo dele se lembrará não só de seu talento, mas também de seu carinho, humildade, fé e profundo amor por família e amigos”.









