O bilionário Leonid Radvinsky, dono da Fenix International Ltd. – empresa-mãe do OnlyFans –, faleceu nesta segunda-feira (23), aos 43 anos, vítima de complicações decorrentes de um prolongado tratamento contra o câncer. A confirmação da morte do empresário foi divulgada pela plataforma em um comunicado encaminhado à agência de notícias Bloomberg.
Radvinsky assumiu o controle majoritário do OnlyFans em 2018, quando adquiriu participação relevante na empresa fundada em 2016 pelos irmãos Guy e Tim Stokely. Sob sua gestão, a plataforma expandiu significativamente seu modelo de negócios focado na monetização direta de conteúdo por seus criadores, consolidando-se como uma das principais referências no mercado da economia de criadores.
Conhecida mundialmente por permitir a publicação de materiais adultos – conteúdo restrito em outras redes sociais tradicionais –, o serviço viu seu crescimento acelerar durante a pandemia de Covid-19, quando milhares de pessoas buscaram na plataforma uma fonte alternativa de renda. A trajetória do OnlyFans, no entanto, sempre esteve marcada por debates e controvérsias, tornando-a uma das ferramentas de compartilhamento de conteúdo gerado por usuários mais discutidas desde o surgimento de gigantes como o Facebook.
A morte de Radvinsky levanta questionamentos sobre o futuro da propriedade da empresa, especialmente porque, antes de seu falecimento, o empresário já negociava a venda de 60% de suas participações em um acordo que avalia o OnlyFans em cerca de US$ 5,5 bilhões.
A Architect Capital, empresa de investimentos sediada em São Francisco, estava na linha da frente para liderar a operação, que previa a combinação de recursos próprios e um pacote de financiamento com aproximadamente US$ 2 bilhões em dívida. Em fevereiro deste ano, as conversas ainda se encontravam em fase inicial, sem previsão definida para a conclusão do negócio.










