O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 já está aberto, e a Receita Federal adverte que contribuintes que deixarem o procedimento para depois enfrentarão não apenas multas, mas também restrições que podem comprometer toda a vida financeira – desde o bloqueio de créditos até a queda do score de classificação.
A partir da última segunda-feira (23), cerca de 44 milhões de brasileiros que receberam rendimentos acima de R$ 35.584 no ano de 2025 podem enviar suas declarações ao Fisco. Para quem tiver saldo a pagar, a quitação pode ser feita em até oito parcelas, com início dos pagamentos em maio. No entanto, o descumprimento do prazo estabelecido pela Receita traz consequências que vão além do acréscimo monetário.
O advogado tributarista Ricardo Facundo explica que a multa por atraso funciona com critérios diferenciados conforme a situação do contribuinte. “Há um valor mínimo fixo de R$ 165,74, que se aplica mesmo para quem não possui imposto a pagar, mas estava obrigado a declarar. Já para aqueles com débitos junto ao Fisco, a multa é de 1% ao mês sobre o valor devido, podendo chegar a um teto de 20% do imposto total. Além disso, após 30 dias de atraso, começam a incidir juros de mora calculados com base na taxa Selic”, detalha o especialista.
Os impactos financeiros se estendem para outras áreas da vida do contribuinte. “Quando a declaração não é entregue no prazo, o CPF passa para a situação de ‘Pendente de Regularização’. Isso pode impedir a contratação de empréstimos, financiamentos imobiliários ou veiculares, e até mesmo dificultar a abertura ou movimentação de contas em instituições bancárias. Outro ponto relevante é a queda no score de crédito, o que pode reduzir limites de cartões ou bloquear o acesso a serviços financeiros básicos”, alerta Facundo.












