O Acre registrou a maior queda na oferta de voos entre todos os estados brasileiros no mês de maio, com um recuo de 14,7% no número de operações previstas. Os dados são de levantamento do jornal Valor Econômico e mostram o impacto direto do aumento dos custos operacionais no setor aéreo, impulsionado pela alta do preço do petróleo no mercado internacional e pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
O estado aparece no topo do ranking nacional de redução da malha aérea, seguido de perto pelo Amazonas, com queda de 13,6%, Pernambuco (11,2%), Goiás (9,8%), Pará (9,3%), Paraíba (6,3%) e Minas Gerais (5,6%).
Em todo o território nacional, o ajuste das empresas resultou na retirada de, em média, 93 voos por dia durante o mês de maio. A medida é uma tentativa de equilibrar as contas diante da disparada no preço do querosene de aviação, insumo que representa uma das maiores despesas das companhias.
A perspectiva para o próximo mês é ainda mais negativa. Para junho, as projeções indicam que a redução diária deve chegar a 121 voos a menos em comparação com a oferta original, aprofundando a restrição no transporte aéreo e devendo refletir diretamente nos valores das passagens e na disponibilidade de assentos, especialmente em estados da região Norte, que já contam com menor número de opções de conexão.
Para o Acre, que depende fortemente do transporte aéreo para acesso a outras regiões do país, a redução expressiva representa um desafio adicional para o deslocamento de passageiros, o escoamento de produtos e o fluxo do turismo e de negócios.












