Pela quarta vez consecutiva, o Acre não registrou nenhum tipo de seca em seu território. Dados divulgados nesta segunda-feira (25) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) mostram que, em abril de 2026, o estado permaneceu livre do fenômeno, acumulando um ciclo ininterrupto de segurança hídrica que não era observado desde novembro de 2022, quando o estado passou a integrar o Mapa do Monitor de Secas.
Na avaliação referente ao mês passado, apenas duas unidades da Federação apresentaram situação de normalidade em todo o seu território: o Acre e o Mato Grosso. O resultado coloca o estado na posição de destaque positiva, em um cenário nacional onde 41% de toda a extensão do país ainda convive com algum grau de estiagem — embora esse número seja menor do que os 49% registrados em março e represente o melhor índice geral desde dezembro de 2023.
A análise da ANA mostra que o quadro melhorou em 14 estados na comparação entre março e abril, com redução da severidade da seca em locais como Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins. Por outro lado, houve agravamento da estiagem no Amazonas, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O Distrito Federal e o Espírito Santo voltaram a registrar problemas hídricos no último mês, enquanto o Mato Grosso saiu da lista de estados afetados e passou a figurar ao lado do Acre na condição de regularidade.
Por regiões, o Nordeste segue com o quadro mais crítico: 37% da área tem seca moderada e 2% seca grave. Já a região Sul é a que apresenta a maior extensão territorial afetada, com 84% de sua área sob influência do fenômeno. O Centro-Oeste, por sua vez, registrou o menor percentual de áreas afetadas no período, com 20% do território com restrições hídricas.
Para o Acre, o resultado positivo reflete o regime de chuvas dentro da normalidade registrado nos últimos meses, que garantiu o abastecimento dos rios, a recarga dos aquíferos e a manutenção da umidade do solo, afastando o risco de desabastecimento e os prejuízos causados pelas secas severas que marcaram anos anteriores.
















