MPAC recomenda política permanente de dignidade menstrual e ações para reduzir mortalidade materna no Acre

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MPAC recomenda política permanente de dignidade menstrual e ações para reduzir mortalidade materna no Acre

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) publicou duas recomendações voltadas à saúde e aos direitos humanos, assinadas pelo promotor Thalles Ferreira Costa. Os textos foram divulgados no Diário Oficial do órgão na última sexta-feira (3) e definem ações específicas para o Município de Rio Branco e para o Governo do Estado.

Pela Recomendação nº 13/2025, a prefeitura e as secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social devem estruturar, em até 90 dias, uma política permanente de dignidade menstrual.

Entre as medidas solicitadas:

-Criar o Comitê Municipal Permanente de Dignidade Menstrual

-Elaborar plano com metas, indicadores e orçamento próprio

-Levantar a situação da população em pobreza menstrual

-Distribuir absorventes regularmente em UBS, escolas, CRAS, CREAS, abrigos e equipamentos públicos

-Realizar educação menstrual e capacitar profissionais

-Garantir banheiros com estrutura adequada nas escolas

-Divulgar dados de execução em portal oficial

A prefeitura deve encaminhar relatos de andamento em até 30 dias. O MP destaca que a ação é preventiva e colaborativa, para evitar demandas judiciais.

Pela Recomendação nº 15/2026, o governo estadual tem até 60 dias para adotar providências contra a mortalidade materna, infantil e fetal.

São prioridades:

-Formar comitê estadual e sala de situação da saúde da mulher

-Elaborar plano com metas anuais e painel público de indicadores

-Diagnosticar capacidade da rede, leitos, UTIs e transporte sanitário

-Analisar dados de dez anos e investigar todos os óbitos

-Prevenir violência obstétrica e ampliar planejamento reprodutivo

-Atender de forma diferenciada mulheres indígenas, negras, ribeirinhas, quilombolas, migrantes, privadas de liberdade, com deficiência e LGBTQIA+

-Capacitar equipes, integrar órgãos e realizar auditorias anuais

O MPAC vai monitorar a implantação por meio de inspeções, reuniões e solicitações de informação. Em caso de descumprimento, pode firmar Termo de Ajustamento de Conduta ou ingressar com Ação Civil Pública para garantir as políticas.

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