A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8) a liberação de um crédito orçamentário de R$ 10 bilhões destinado ao Ministério de Minas e Energia, para financiar a subvenção ao preço do diesel no país. A medida tem como objetivo principal amenizar a alta dos combustíveis provocada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, especialmente após ataques dos Estados Unidos ao Irã.
O benefício vigorará até 31 de dezembro de 2026. Na justificativa da Medida Provisória (MP), o governo alerta que, sem uma ação imediata, os reajustes poderiam desencadear uma elevação generalizada da inflação, além de riscos ao abastecimento e à atividade produtiva: “A ausência de medidas mitigatórias céleres tem potencial para gerar efeito cascata inflacionário, desabastecimento e grave comprometimento da economia nacional”, destacou o Planalto.
A iniciativa chega dias após outra MP voltada à estabilização de preços, que prevê auxílios à produção ou importação do insumo. Na semana passada, a Petrobras já havia anunciado queda de R$ 0,35 no preço por litro do diesel.
O texto aprovado agora segue para análise e votação no Senado Federal.
Posição da oposição
A bancada contrária ao governo criticou a medida durante a sessão. Para o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), a política adotada prejudica o setor: “O governo alega combater a alta dos preços, mas na prática tem causado danos à Petrobras e ao sistema energético brasileiro”, declarou.












