A investigação sobre o caso de uma menina de 11 anos, internada em estado grave em Rio Branco após suposta ingestão de soda cáustica, ganhou novos contornos nesta semana. Além das circunstâncias da intoxicação, agora também são averiguadas denúncias de violência sexual contra a criança, atribuída ao próprio pai, conforme relato de pessoas próximas à família.
A informação foi compartilhada por Sabrina Maciel, filha da pastora Regiane Maciel — vizinha da família e quem primeiro socorreu a vítima — em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (8). Conforme a jovem, o caso vai muito além do suposto envenenamento.
“O caso não é somente maus-tratos, envolve também o pai dela que cometeu vários crimes com ela. Não posso falar muita coisa ainda, pois a polícia está investigando o caso em sigilo”, afirmou Sabrina.
Versões divergentes e relato da criança
De acordo com a pastora Regiane, a madrasta da menina já foi ouvida pela Polícia Civil, mas apresentou explicações que se contradizem ao longo do depoimento. Inicialmente, ela teria dito que a própria criança teria ingerido a substância por acidente ou por vontade própria; depois, mudou o relato sobre o ocorrido.
Ainda conforme a vizinha, antes de ter o quadro clínico agravado, a própria menina relatou que foi obrigada pela madrasta a ingerir a soda cáustica. Essas informações fazem parte do conjunto de elementos analisados pela polícia, mas ainda não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades.
A suspeita de violência sexual praticada pelo pai integra agora as linhas de investigação, mas os detalhes do procedimento não podem ser divulgados: o processo tramita sob segredo de Justiça, regra obrigatória em casos que envolvem vítimas menores de idade.
Estado de saúde e andamento das apurações
A menina deu entrada na unidade hospitalar de Rio Branco na última sexta-feira (3) e permanece internada em estado grave.
Até o momento, a Polícia Civil não se pronunciou oficialmente sobre as novas alegações, nem detalhou os passos seguintes da investigação. Em nota, a instituição apenas reforçou que todos os fatos estão sendo apurados com cautela, respeitando o sigilo necessário para preservar a dignidade e os direitos da vítima.
O inquérito segue em andamento para esclarecer a totalidade dos fatos e definir a eventual responsabilidade criminal de todos os envolvidos.












