Manoel Silva Rodrigues, nascido em Xambioá, no norte do Tocantins, recebeu mais uma condenação pela Justiça Militar: três anos de reclusão por participação organizada no tráfico de entorpecentes. O caso remonta a 2019, quando ele foi detido na Espanha levando quase 37 quilos de cocaína dentro de avião oficial da Força Aérea Brasileira.
Na ocasião, o militar fazia parte da equipe de suporte à viagem do então presidente Jair Bolsonaro e foi pego no momento exato no aeroporto de Sevilha. Ele já havia sido sentenciado anteriormente a 17 anos de prisão pelo crime de tráfico internacional de drogas.
Outras duas pessoas envolvidas no esquema também receberam penas: o empresário Marcos Daniel Gama — identificado como quem custeou a operação — ficou com 22 anos de reclusão; já o segundo‑sargento Jorge Luiz da Cruz Silva foi condenado a 19 anos.
Conforme os autos, o grupo aproveitava a logística de viagens oficiais e as facilidades de acesso e fiscalização reduzida destinadas às comitivas para esconder e remeter entorpecentes para fora do País. Para os julgadores, tratou‑se de uma ação planejada e estruturada.
Manoel Rodrigues se mudou ainda jovem de sua cidade natal para Brasília com o intuito de ingressar na carreira militar e exerceu a função de comissário de bordo na FAB. Em 2022, foi definitivamente desligado da instituição.
Hoje ele cumpre pena de seis anos em território espanhol, em condição semelhante à liberdade provisória. As autoridades brasileiras esperam a análise do governo da Espanha sobre o pedido de extradição, para que ele venha a cumprir aqui os 17 anos estabelecidos na decisão anterior.













