Morte de homem durante prisão policial na Itália gera protestos nas ruas

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Morte de homem durante prisão policial na Itália gera protestos nas ruas

Um homem morreu ⁠na cidade de Bolonha, no norte da Itália, ⁠enquanto era imobilizado no chão pela polícia que tentava prendê-lo, ‌em um incidente filmado que gerou protestos nas ruas e que está sendo investigado pelo Ministério Público.

Abderrahim Fakir, um empresário nascido no ‌Marrocos que administrava uma pequena empresa de mudanças e limpeza, morreu no domingo depois que a polícia foi chamada para lidar com um homem que se comportava de forma agressiva e danificava um veículo, segundo a mídia italiana.

As imagens do incidente, filmadas por um morador e compartilhadas ⁠amplamente ‌na internet, levaram centenas de pessoas a protestar e geraram reações ⁠em todo o espectro político, com políticos da oposição exigindo responsabilização e a coalizão governista defendendo os policiais envolvidos.

De acordo com o jornal local Il Resto del Carlino, os manifestantes entoaram slogans contra a polícia e se ajoelharam com os punhos erguidos, adotando ​gesto associado ao movimento Black Lives Matter, que surgiu nos Estados Unidos após a morte de George Floyd em Minneapolis, em ​2020.

As imagens mostravam Fakir deitado de bruços no chão enquanto dois policiais o imobilizavam. É possível ouvi-lo pedindo ajuda repetidamente e lutando para respirar antes que seus movimentos cessassem gradualmente.

O Ministério Público de Bolonha e o Ministério do Interior da Itália não responderam imediatamente ‌a pedidos de comentário. A polícia de Bolonha ​afirmou que entregaria às autoridades investigativas as imagens das câmeras corporais dos policiais que intervieram.

De acordo com reportagens da mídia, os policiais chamaram os serviços de emergência após ⁠chegarem ao bairro de ​Pilastro, no nordeste da ​cidade, pouco depois do meio-dia, quando as temperaturas ultrapassavam 35 graus Celsius. A polícia tentou ⁠acalmar Fakir antes de usar spray ​de pimenta e imobilizá-lo enquanto tentava algemá-lo, depois que ele reagiu agressivamente, segundo reportagens da mídia.

“Eles mataram meu irmão a sangue frio, eu quero justiça”, ​disse a irmã de Fakir, Khadija, aos repórteres, enquanto centenas de pessoas em Pilastro saíam às ruas no domingo, com ​alguns manifestantes entoando ⁠slogans contra a polícia.

Outro protesto estava previsto para ocorrer no centro de Bolonha na segunda-feira, com ⁠o apoio do prefeito de centro-esquerda Matteo Lepore, do sindicato CGIL e de outras organizações de esquerda.

A Liga, de direita, que faz parte do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, pediu investigações rigorosas, mas afirmou que os policiais estavam “cumprindo seu dever” ao intervir “a pedido de cidadãos exasperados”.

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