Expectativa pelo petróleo impulsiona ocupações irregulares e alta de moradia em Oiapoque, no Amapá

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Expectativa pelo petróleo impulsiona ocupações irregulares e alta de moradia em Oiapoque, no Amapá

Mesmo antes da confirmação de reservas comerciais na Margem Equatorial, a perfuração do Bloco 59 pela Petrobras já transforma a realidade de Oiapoque, no extremo norte do Amapá. A expectativa de desenvolvimento econômico tem atraído migrantes, elevado custos de moradia e acelerado a expansão de áreas ocupadas irregularmente.

Dados da prefeitura apontam pelo menos sete novas ocupações nos últimos meses. O município já vive situação de calamidade pública por 180 dias e tenta buscar alternativas de regularização fundiária, mas o tema tramita na Justiça.

Segundo o prefeito Inácio Maciel (PDT), os efeitos negativos já chegaram, enquanto os benefícios devem demorar cerca de cinco anos até a extração efetiva e o recebimento de royalties. “Imóveis em Oiapoque já custam mais do que em Macapá”, alertou. A valorização nos bairros consolidados empurra famílias para áreas irregulares, ao mesmo tempo em que cresce a especulação imobiliária e a ocupação de terrenos próximos ao aeroporto, usado como base operacional.

Cronograma e riscos ambientais

A Petrobras planeja concluir a perfuração do poço Morpho até 7 de agosto, com recolhimento de resíduos ao longo deste mês. As atividades haviam parado por um mês após vazamento de fluido em janeiro, que resultou em multa de R$ 2,5 milhões aplicada pelo Ibama, e foram retomadas em fevereiro.

A região é classificada como de alta sensibilidade ambiental: concentra extensos manguezais, biodiversidade rica e territórios de cerca de 12 mil indígenas de quatro etnias, que dependem da integridade da floresta e da costa para pesca, caça e agricultura tradicional.

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