Ações integradas entre forças de segurança estaduais e federais realizadas entre 2024 e 2026 resultaram na prisão de 1.902 pessoas e causaram um prejuízo estimado em R$ 263,48 milhões ao crime organizado no Amazonas. Os dados, obtidos com exclusividade pelo g1, fazem parte de balanço da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi).
O Governo Federal destinou R$ 265 milhões ao estado no período para modernização, equipamentos e apoio a operações contra o narcotráfico e o crime organizado. O objetivo principal foi interromper os corredores logísticos usados para o transporte de drogas, armas e produtos ilícitos na Amazônia. Entre os principais resultados:
-20 operações estratégicas realizadas
-139 mandados de prisão cumpridos
-457.946 ações ostensivas
-164 operações de inteligência
-9,1 toneladas de drogas apreendidas
-48,8 toneladas de drogas incineradas
-471 armas de fogo apreendidas
-56 veículos confiscados
-72 toneladas de minério ilícito recolhidas
Também foram registrados R$ 1,21 milhão em materiais estruturantes — incluindo sete drones, sete viaturas e equipamentos — e treinamento para mais de 90 agentes.
Duas operações se destacaram pelo volume: em maio, a Operação Ágata Amazônia interceptou mais de 15 toneladas de drogas na fronteira com Peru e Colômbia, sendo 14 toneladas de maconha skunk escondidas às margens do Rio Javari. Em julho, foram apreendidas 2,5 toneladas de cocaína nas proximidades de Codajás, além de um fuzil e munições.
Apesar dos resultados, especialistas alertam que as facções criminosas mantêm forte presença, especialmente nas calhas dos rios, e ampliam influência na região. Com o enfraquecimento da Família do Norte (FDN), o Comando Vermelho (CV) passou a dominar a Rota do Solimões e disputa territórios com o Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo a tríplice fronteira e comunidades ribeirinhas. As organizações também expandiram para crimes ambientais: garimpo ilegal, extração de madeira, grilagem e tráfico de ouro integram um sistema de lavagem de dinheiro e financiamento do tráfico.












