O Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-14), que atende Acre e Rondônia, registrou 13 processos por assédio eleitoral no período entre maio de 2023 e dezembro de 2025. O dado faz parte de um levantamento nacional do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), que analisou 694 distribuídos pelos 24 TRTs do país. O tribunal aparece na 16ª posição no ranking nacional, respondendo por cerca de 1,9% do total de casos registrados no Brasil.
O levantamento revela que o assédio eleitoral se manifesta de diferentes maneiras no ambiente de trabalho:
-Terror psicológico — presente em 81,9% dos processos, a prática mais frequente;
-Assédio virtual — identificado em 67,4% das ações, com uso de redes sociais, mensagens e grupos de aplicativos, especialmente o WhatsApp, para pressionar ou monitorar trabalhadores;
-Intimidação econômica — registrada em 61,7% dos casos, com ameaças ou promessas relacionadas a salários, funções, demissões, prêmios ou benefícios condicionados ao posicionamento político do empregado.
O que caracteriza o assédio eleitoral
São consideradas práticas de assédio eleitoral todas as situações em que trabalhadores são pressionados, ameaçados, constrangidos ou recebem promessas de vantagens para influenciar seu voto, apoio político ou participação em atividades eleitorais — seja de forma presencial, por mensagens, reuniões ou canais digitais. Como os dados são apresentados por tribunal regional, não é possível determinar quantos dos 13 casos ocorreram especificamente no Acre e quantos em Rondônia.
Campanha de conscientização
Os dados integram a campanha “No meu voto mando eu”, realizada pela Justiça do Trabalho em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com orientações e ações de combate ao assédio eleitoral durante as Eleições 2026.












