O Acre está entre os estados que registraram aumento de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao rinovírus, conforme o Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (10), referente à Semana Epidemiológica 35 (30/08 a 05/09) . Apesar do crescimento do vírus, o estado não está entre aqueles em nível de alerta, risco ou alto risco com tendência de crescimento no longo prazo — cenário que foi identificado apenas em Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro .
Nas últimas quatro semanas, o rinovírus respondeu por 48,4% dos resultados positivos de SRAG, ultrapassando o vírus sincicial respiratório (VSR), com 27,1%. Seguem influenza B (6,6%), influenza A (3,2%) e Sars-CoV-2 (2,4%) . No acumulado do ano, o VSR ainda lidera (41,4%), seguido pelo rinovírus (31%), influenza A (17,2%), influenza B (5,5%) e Covid-19 (3,8%) .
O aumento das hospitalizações por rinovírus concentra-se principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, faixa etária que mantém sinal de crescimento no país. Nas demais idades, os casos apresentam estabilização ou queda, em grande parte pela redução de casos de influenza .
Apesar do aumento de casos ligados ao rinovírus, o Acre permanece fora da zona de alerta de incidência de SRAG, tendência que se confirma há duas semanas. O estado aparece na lista de unidades com crescimento do rinovírus ao lado de Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A Fiocruz reforça que a vacinação contra influenza e Covid-19 segue como a principal medida de proteção contra formas graves de doenças respiratórias.












