Flávio Dino proíbe Mario Frias e outros 28 investigados de saírem do país sem autorização

2 Min Read
Flávio Dino proíbe Mario Frias e outros 28 investigados de saírem do país sem autorização

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (10) que os 29 alvos da Operação Make Up não podem deixar o Brasil sem autorização judicial. A decisão também proíbe que os investigados se comuniquem entre si. Entre os atingidos está o deputado federal Mario Frias (PL-SP), assessores de seu gabinete e a empresária Karina Gama, responsável pela produtora do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação foi autorizada após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar indícios de irregularidade na destinação de R$ 2 milhões repassados por emenda de Frias ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora Go UP Entertainment. A Polícia Federal investiga se parte do valor não teve comprovação de aplicação por meio de notas fiscais.

Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar recursos a empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação de serviços prestados.

O caso é acompanhado por dois inquéritos no Supremo: um relatado pelo ministro André Mendonça e outro, sobre o direcionamento de emendas, de relatoria de Flávio Dino. Em março, Dino já havia determinado que Frias prestasse esclarecimentos sobre os recursos. O deputado, que é produtor executivo do filme e ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, negou irregularidades em manifestação enviada ao STF em maio, afirmando que os recursos tiveram fim social.

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo já havia realizado operação contra a Go UP Entertainment por suspeita de fraudes e desvios. Os dados dessa ação foram compartilhados com o STF por determinação de Dino. A CNN busca posicionamento de Mario Frias e Karina Gama.

Propaganda
Compartilhe este artigo