Alan Rick e Tião Bocalom atacam governo por crise na saúde e apresentam propostas em debate

2 Min Read
Alan Rick e Tião Bocalom atacam governo por crise na saúde e apresentam propostas em debate
Foto: Sérgio Vale

Os candidatos ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) e Tião Bocalom (PSDB) criticaram fortemente a situação da saúde pública no estado durante o primeiro debate eleitoral, realizado nesta sexta-feira (11). Ambos apontaram falhas graves no atendimento e apresentaram propostas para reverter o quadro.

Alan Rick cobra respostas sobre casos de negligência

Alan Rick abriu o questionamento citando a morte de João da Costa nos corredores do Pronto-Socorro de Rio Branco, o atendimento considerado negligenciado em Santa Rosa do Purus e as longas filas para consultas, exames e cirurgias. “Nós temos visto pessoas sofrendo por falta de atendimento e por demora excessiva na fila”, afirmou.

O candidato lembrou que João da Costa era paciente oncológico e deveria ter sido atendido no Unacon — unidade que disse ter ajudado a estruturar com emendas parlamentares. Prometeu reforçar a capacidade do Unacon e firmar parceria com o Hospital de Amor de Barretos, além de criar um Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) para os servidores da saúde e manter gratificações.

Bocalom reconhece crise e promete investir em profissionais

Tião Bocalom classificou a saúde do Acre como “na UTI” e atribuiu os problemas à falta de gestão e desvio de recursos. “Precisa de gestão, precisa parar com a roubalheira. Se gastar bem o dinheiro público, se não roubar, dá”, declarou.

Entre suas propostas estão: ampliar o quadro de especialistas nos hospitais regionais, pagar melhores salários para evitar que médicos formados no Acre deixem o estado, regularizar o fornecimento de medicamentos e reduzir as filas de exames e cirurgias. Também defendeu a criação de hospitais de pequeno porte em cada município e a contratação de profissionais conforme a necessidade de cada região.

Os dois candidatos convergiram na avaliação de que o sistema de saúde atual está falido, mas apresentaram caminhos diferentes para a reconstrução do atendimento público no Acre.

Propaganda
Compartilhe este artigo