Mailza e Thor Dantas divergem sobre habitação e obras públicas em debate eleitoral

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Mailza e Thor Dantas divergem sobre habitação e obras públicas em debate eleitoral
Foto: Sérgio Vale

A disputa pela gestão da política habitacional e de obras públicas no Acre foi um dos confrontos mais acirrados do debate realizado nesta sexta-feira (11), em Rio Branco, entre a candidata à reeleição Mailza Assis (PP) e o candidato Thor Dantas (PSB). Os dois apresentaram visões completamente distintas sobre o andamento dos projetos no estado.

Thor aponta ausência de investimentos e promete retomar obras

Thor Dantas abriu o tema defendendo que a habitação deve ser vista também como motor de geração de emprego e renda, e prometeu reativar programas de construção de moradias. Ele fez críticas severas à atual administração, afirmando que o estado atravessa um período de estagnação: “Não foi entregue nenhuma casa nos últimos anos. O Acre vive um apagão de obra pública. Faltam investimentos em escolas, hospitais e estradas que nunca saem do papel”, declarou. O candidato também ligou a falta de oportunidades à saída de jovens do estado, e defendeu a reconstrução da capacidade de planejamento e execução do governo.

Mailza rebate com números e garante continuidade

Mailza Assis respondeu classificando as afirmações do adversário como desinformadas, e apresentou dados do programa habitacional do governo. “Retomamos a entrega de moradias em 2023 e já entregamos 200 casas. Além disso, temos 2.700 unidades em construção, que serão entregues até o fim de 2027, e mais 500 em fase de incorporação — totalizando cerca de 3 mil moradias”, informou. A candidata lembrou que o processo envolve etapas burocráticas, recursos e contrapartidas, e garantiu que os recursos estão assegurados.

Confronto de números e visões de governo

Na tréplica, Thor questionou a escala dos números apresentados: “Oito anos de mandato e apenas 200 casas entregues? Isso é insuficiente diante da demanda existente”, afirmou. Ele reforçou que sua proposta é trazer um novo modelo de gestão, sem se prender a legados anteriores. “Precisamos recuperar a capacidade de fazer projetos grandes e resolver os problemas das pessoas”, finalizou.

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