Bocalom e Alan Rick concordam sobre empobrecimento do Acre e apontam produção e industrialização como saída

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Bocalom e Alan Rick concordam sobre empobrecimento do Acre e apontam produção e industrialização como saída
Foto: Sérgio Vale

Os candidatos Tião Bocalom (PSDB) e Alan Rick (Republicanos) debateram nesta sexta-feira (11) as causas e as soluções para o empobrecimento do Acre. Os dois concordaram que o estado perdeu capacidade econômica ao longo das décadas e defenderam o fortalecimento da produção rural e a industrialização como caminho para reverter o quadro.

Bocalom abre debate sobre queda econômica

Bocalom iniciou o tema lembrando que o Acre era o quarto estado mais pobre do país há 30 anos e hoje ocupa a última posição, questionando as políticas adotadas nesse período. Ele citou sua experiência como prefeito de Acrelândia, onde segundo ele a produção rural gerou movimento econômico suficiente para atrair cinco agências bancárias. “Tem dinheiro na praça porque tem produção”, afirmou. O candidato também lembrou ações de sua gestão em Rio Branco, como recuperação de estradas rurais, distribuição de calcário e incentivo ao cultivo de café.

Alan Rick concorda e aponta industrialização

Alan Rick concordou com o diagnóstico e atribuiu a queda do PIB per capita à ineficiência do governo atual. “O Acre empobreceu, e isso é fato”, disse. Sua proposta é fortalecer a produção — citando o rebanho bovino de 5,3 milhões de cabeças e o crescimento do café — e agregar valor à produção local, com foco em agropecuária, madeira e bioeconomia. Ele criticou a falta de implantação de indústrias na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e prometeu criar um gabinete dedicado a atrair investimentos privados para o estado.

Regularização fundiária como prioridade

Alan Rick acrescentou que é preciso resolver entraves fundiários e ambientais para que a produção cresça. Defendeu uma força-tarefa envolvendo órgãos estaduais e federais — Iteracre, Imac, Sema, Incra e Ibama — para regularizar áreas rurais e permitir acesso a crédito e insumos. “Só assim o produtor consegue produzir mais e gerar renda”, concluiu. Bocalom endossou a tese de que a produção é a saída para tirar o Acre da pobreza.

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