O ator Rodrigo Santoro protagonizou um momento inusitado ao ser abordado nas ruas dos Estados Unidos por um influenciador digital. Sem ser reconhecido por Khan – conhecido por entrevistar pessoas que encontra pelo caminho –, o brasileiro bateu um papo descontraído sobre sua carreira, os desafios de atuar em Hollywood sendo um homem latino e a essência da profissão de ator.
“Com licença, senhor, amei seu outfit!”, iniciou Khan. Abordado com um elogio ao seu estilo, Santoro encerrou uma ligação no celular para dar atenção ao criador de conteúdo. Quando Khan perguntou o que ele fazia para viver, a resposta veio de forma enigmática, mas divertida: “Eu finjo ser pessoas que não sou.”
Curioso com a resposta, o influenciador pediu mais detalhes. Foi nesse momento que o artista revelou sua profissão e citou um currículo que transita entre produções nacionais e internacionais. Entre os títulos mencionados estavam sucessos como “300”, “Westworld”, “Simplesmente Amor”, além de clássicos brasileiros como “Abril Despedaçado” e “Carandiru”. “Eu sou do Brasil”, pontuou Rodrigo.
Rodrigo Santoro é um nome renomado, com participações em produções nacionais como “Hilda Furação” (1998), “Bom dia, Verônica” (2024) e “O Último Azul”. Sua trajetória artística também se expande para Hollywood, sendo o vilão Xerxes, em “300” (2006), um de seus personagens mais memoráveis.
Com uma sólida carreira internacional iniciada por volta de 2003, com sua participação em “As Panteras Detonando”, Santoro nunca se mudou em definitivo para os Estados Unidos, optando por residir no exterior apenas durante o período necessário para as gravações de seus projetos.
O ator respondeu a mais perguntas de Khan, revelando primeiramente o que mais ama em seu trabalho. “Minha parte favorita do meu trabalho é que nunca é entediante, sempre mudando, sempre me desafiando, viajando o mundo, tendo a oportunidade de ver todo tipo de gente e culturas. Isso expande a minha visão e entendo o mundo melhor”, disse.
Já sobre os maiores obstáculos que enfrentou ao longo da carreira, o artista destacou o início de sua trajetória internacional sendo um homem latino. “Primeiro ter ido do Brasil para Hollywood às escuras, sem mídias sociais, sem internet, sem nada na época, foi muito desafiador, especialmente sendo um latino lá. Isso significa que você vai ser estereotipado, e tem sido uma longa jornada, mas as coisas estão um pouco melhores”, pontuou.
Por fim, quando Khan pediu que ele deixasse um conselho para o público, Santoro brincou de início: “Se conselho fosse bom a gente vendia, não dava”. Na sequência, ele adotou um tom sério para mandar um recado direto a quem sonha com a atuação. “Não vá atrás dessa carreira se você não a ama. É muito difícil, cara, eu acho que a fama se tornou um tipo de objetivo para todo mundo no planeta. Ser um artista é muito mais profundo do que apenas ser famoso”, aconselhou o ator.












