Seca reduz pesca nos rios, mas piscicultura garante abastecimento em Cruzeiro do Sul

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Seca reduz pesca nos rios, mas piscicultura garante abastecimento em Cruzeiro do Sul

A estiagem prolongada tem afetado a oferta de pescado de rio no Mercado do Peixe de Cruzeiro do Sul. Sem as chuvas esperadas para o período, os peixes ficam mais retraídos e a captura diminui. Mesmo assim, o abastecimento não deve parar — a aposta dos produtores está na piscicultura, que cresce no Vale do Juruá.

Conforme explica Francisco Valdeci, presidente da Associação dos Vendedores de Peixe, com o fim das piracemas e os corpos d’água com nível baixo, os peixes não se deslocam e ficam em áreas de difícil acesso. “Sem água, o peixe não sai para desovar”, resume ele. A tendência é que a oferta natural diminua ainda mais a partir de 15 de novembro, quando começa o período de defeso, com proibição da pesca de espécies protegidas para garantir a reprodução.

A boa notícia é que a produção de piscicultura na região tem crescido e deve suprir a falta do pescado natural. “Se a estiagem se prolongar, temos nosso plano B: os peixes de cativeiro. Temos bastante produção no Vale do Juruá”, garante Valdeci. O mercado já está se organizando para que, mesmo durante o defeso, não falte produto para o consumidor.

A melhor notícia para o bolso: os valores praticados não mudaram. Há mais de três anos, o quilo do peixe varia entre R$ 25 e R$ 27, dependendo da espécie e se o produto já vem limpo e pronto para o consumo. A dica do vendedor é pesquisar entre as bancas, pois os preços podem variar ligeiramente.

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