Trump revela que não tomou partido nas eleições brasileiras a pedido de Lula: ‘Deixei as coisas seguirem seu curso’

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Trump revela que não tomou partido nas eleições brasileiras a pedido de Lula: 'Deixei as coisas seguirem seu curso'
Trump e Lula durante encontro em Kuala Lampur Crédito: Ricardo Stuckert/PR

Donald Trump atribuiu a um pedido de Luiz Inácio Lula da Silva a decisão de não apoiar publicamente um candidato na eleição presidencial brasileira. Nesta quinta-feira (29), o presidente dos Estados Unidos afirmou que falará com o petista, mas voltou a evitar uma resposta sobre o reconhecimento da vitória confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro”, respondeu ao ser questionado sobre quem havia vencido a disputa.

Ao explicar sua postura durante a campanha, Trump disse ter atendido a uma solicitação de Lula. O governo brasileiro ainda não havia se manifestado sobre essa declaração até a última atualização da reportagem.

“Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente (Lula) – o atual presidente – me pediu para não tomar partido. E eu não tomei”, afirmou. “Deixei as coisas seguirem seu curso”.

A ausência de um apoio público na disputa brasileira difere da postura adotada pelo norte-americano em outras eleições na América Latina. Apesar de dizer que permaneceu neutro, Trump voltou a desqualificar o pleito, sem apresentar provas de irregularidades.

“Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil… bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, declarou.

Eleições “muito estranhas”

As declarações ocorrem às vésperas de uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O encontro será realizado durante a reunião de chanceleres do G20, marcada para sexta-feira (30) e sábado (31), em Atlanta.

Na quarta-feira (28), Trump já havia chamado as eleições brasileiras de “muito estranhas”, também sem apresentar provas. Na ocasião, evitou comentar a carta em que o senador Flávio Bolsonaro, derrotado na disputa presidencial, se apresentou como “líder do Brasil”.

O presidente norte-americano confirmou, porém, ter autorizado a entrada do senador nos Estados Unidos. “Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, disse.

Flávio chegou ao território americano na quarta-feira, em um avião privado. Antes, deixou o Brasil por uma fronteira terrestre com a Argentina e fez uma escala no Equador.

Embora o senador tenha divulgado alegações de fraude sem apresentar provas, o PL, seu partido, reconheceu o resultado da eleição e pediu esclarecimentos à Justiça Eleitoral.

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