Mesmo com um cenário nacional de retração, o Acre aparece entre os estados que mais ampliam a malha aérea neste mês. A previsão é de alta de 11,4% no número de voos domésticos em novembro, na comparação com o mesmo período de 2025, conforme levantamento da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
O estado fica em terceiro lugar no ranking de expansão, atrás apenas de Roraima (15,3%) e à frente de Rondônia (10,8%). Outros estados da região Norte também registram crescimento: Amazonas com 9,6% e Tocantins com 8,4%. No total, apenas oito estados devem ampliar a oferta de voos neste mês.
Enquanto o Acre cresce, o Brasil como um todo revisou para baixo a expectativa de aumento da oferta aérea: de 9,4% para apenas 4,2% em novembro. O número de voos domésticos previstos caiu de 69,5 mil em abril para 66,2 mil no final de outubro — uma redução de 5%, ou cerca de 500 mil passageiros a menos do que se projetava inicialmente.
A principal causa da contenção no setor é a alta do querosene de aviação (QAV), que representa 46% dos custos operacionais das empresas. O aumento dos custos também se reflete nos preços ao consumidor: a tarifa média doméstica saltou de R$ 629,95 em fevereiro para R$ 746,57 em setembro, elevação de 18,5%, segundo dados da Anac.
Apesar do desafio nacional, a região Norte segue como destaque de crescimento na aviação brasileira.












