Homem mais rico do mundo, Elon Musk doou US$ 474 milhões, cerca de R$ 2,57 bilhões, para financiar candidatos e grupos políticos nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. Segundo levantamento do New York Times, o valor é o maior já desembolsado por um doador em um único ciclo eleitoral, excluindo candidatos que financiaram as próprias campanhas.
O cálculo reúne contribuições declaradas desde 1º de janeiro de 2025. A maior parcela, de US$ 216 milhões, foi destinada ao America PAC, comitê do próprio empresário que atua no apoio a republicanos pelo país. A estrutura pode arrecadar e gastar sem limite, desde que não haja coordenação direta com as campanhas.
Outros US$ 168 milhões foram para o Senate Leadership Fund, principal super PAC de apoio aos republicanos no Senado. Quase todo esse dinheiro foi direcionado, na prática, ao apoio a Ken Paxton, candidato republicano no Texas.
Musk também destinou US$ 30 milhões ao Congressional Leadership Fund, ligado aos republicanos na Câmara, aproximadamente US$ 44 milhões a outros grupos e candidatos federais e US$ 16 milhões a iniciativas estaduais em Michigan, no Texas e em Wisconsin.
O levantamento foi feito a partir de registros federais e estaduais e pode estar subestimado. Segundo o jornal, Musk também realizou doações cuja origem não é divulgada. Além disso, os documentos federais consultados só incluem movimentações até 14 de outubro, deixando de fora eventuais contribuições nas três últimas semanas da eleição.
A ampliação dos gastos contrasta com o que o empresário havia anunciado em maio de 2025. “Em termos de gastos políticos, vou fazer muito menos no futuro”, disse. “Acho que já fiz o bastante.”
Musk havia investido US$ 290 milhões na eleição de 2024 e assumido uma posição de grande poder no governo Donald Trump. Em junho de 2025, rompeu publicamente com o presidente por discordar de seu projeto de lei de política doméstica e chegou a ameaçar criar um partido. Os dois, porém, se reaproximaram, e o bilionário voltou a intensificar as contribuições neste ano.
O resultado das eleições desta terça-feira também pode afetá-lo diretamente. Parlamentares democratas sinalizaram que, se retomarem o controle do Congresso, pretendem investigar sua passagem pelo Departamento de Eficiência Governamental (Doge), os contratos de suas empresas com o governo federal e seu papel na guerra entre Rússia e Ucrânia.












