O posicionamento político de Marina Ruy Barbosa nas eleições presidenciais acabou no centro de uma polêmica que envolve antigas amizades da atriz. Mas um dos motivos apresentados por ela para justificar o apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria uma ligação especial com a Bahia: o legado de seu tataravô, o jurista e político Ruy Barbosa, nascido em Salvador.
De acordo com o colunista Lucas Pasin, do Metrópoles, a artista afirmou preferir uma alternativa “de terceira via”, mas explicou a pessoas próximas por que decidiu apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os motivos citados, está a recuperação de um espaço histórico ligado à sua família e à Bahia.
Marina mencionou os investimentos do governo federal na área cultural e usou como exemplo a Casa de Rui Barbosa, antiga residência de seu tataravô, no Rio de Janeiro. A atriz teria relatado que o museu “ficou abandonado e quase foi vendido na época de Jair Bolsonaro”.
Em uma conversa com Lala Rudge, Marina detalhou sua percepção sobre as mudanças no espaço após a chegada de Lula à Presidência. “Quando o Lula entrou, ele voltou a investir. Começou uma revitalização na casa, que estava toda destruída. Em termos de cultura, ele tem ações importantes”, teria dito ela, segundo um print obtido pela coluna.
Voto de Marina virou motivo de desentendimento com amigas
Ainda segundo o Metrópoles, Marina acredita que sofreu um “boicote” de amigas famosas depois de declarar apoio a Lula. Entre as relações que teriam sido abaladas, estão as com Luma Costa e Lala Rudge. Fontes ouvidas pela coluna afirmaram que as duas demonstraram descontentamento com o posicionamento político da atriz.
A reportagem relata que a última conversa entre Marina e Luma aconteceu em 25 de outubro, dia do segundo turno das eleições. Na ocasião, Marina teria compartilhado com a amiga uma mensagem enviada pela influenciadora Nati Vozza, que criticava sua posição política. “Não sei como teria coragem, eu teria vergonha”, escreveu Nati, de acordo com o print divulgado pelo colunista.
Marina também teria mostrado um alerta recebido de sua equipe, com a orientação de se afastar de pessoas “com essa energia” para preservar a própria saúde.
A resposta de Luma, conforme o relato, foi: “Prefiro não te responder sobre isso porque eu também senti vergonha”. A mensagem teria causado insatisfação em Marina, que esperava uma conversa mais acolhedora. Na ocasião, a atriz teria dito que era “louco viver em um mundo onde ninguém poderia ter uma opinião diferente”.
Antes do episódio, as duas ainda tentavam combinar encontros. Em uma das conversas, Luma chegou a brincar com a rotina atribulada da amiga: “Porra, sua agenda está pior do que 6×1”, escreveu.
A manifestação de Marina nas urnas
As repercussões do posicionamento político da atriz começaram antes do segundo turno. Em 17 de outubro, Paulo Ruy Barbosa, pai de Marina, publicou uma foto usando a camiseta da Seleção Brasileira e fazendo o gesto da letra L com as mãos. A filha comentou a imagem com um emoji de coração.
No dia da votação, em 25 de outubro, Marina viajou ao Rio de Janeiro para votar. Na publicação feita nas redes sociais, apareceu com um broche em homenagem a Rita Lee e uma camiseta branca com recortes de estrela.
“Minha musa Rita Lee no peito. Bate e volta no Rio. Cidadania não é só um direito, é compromisso. E que seja bom para todos. Amém”, escreveu.












