Multidão nas ruas, aluno esfaqueado, feridos em Paris: o dia de greve geral na França

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Multidão nas ruas, aluno esfaqueado, feridos em Paris: o dia de greve geral na França
Multidão nas ruas, aluno esfaqueado, feridos em Paris: o dia de greve geral na França

A convocação de greve geral na França nesta quinta-feira (5) atingiu vários setores da sociedade, afetou serviços públicos e levou mais de 600 mil pessoas para as ruas em diversas cidades do país, em atos que culminaram, novamente, para momentos de violência e cenas de confronto intenso entre forças policiais e grupos violentos.

A mobilização atingiu principalmente os setores de educação, transportes, administração pública, hospitais e atividades portuárias. O transporte ferroviário também sofreu alterações ao longo do dia no país.

Atrações turísticas e culturais não ficam de fora dos transtornos. A Torre Eiffel permaneceu fechada durante todo o dia, enquanto o Museu do Louvre funcionou parcialmente, com algumas salas indisponíveis. O Museu d’Orsay, por sua vez, anunciou encerramento antecipado.

Na região metropolitana da capital, um estudante de 16 anos foi esfaqueado no tórax, em La Courneuve. O adolescente foi levado ao hospital, mas não corria risco de morte. Um suspeito de 20 anos foi detido. Segundo a versão apresentada pela Polícia, o ataque ocorreu durante uma discussão relacionada ao bloqueio parcial de um estabelecimento de ensino.

Em Bordeaux, um funcionário administrativo de um liceu também ficou ferido durante um confronto entre estudantes e pais que tentavam garantir o acesso às aulas. Ele caiu sobre suportes de bicicletas durante um movimento de multidão, sofreu uma lesão na região abdominal e foi encaminhado ao pronto-socorro.

Em Paris, a manhã foi marcada por tentativas de bloqueio de escolas e intervenções policiais. Foi utilizado gás lacrimogêneo para dispersar estudantes em diferentes pontos da cidade, inclusive na avenida Rivoli, na região central.

A manifestação sindical principal começou no início da tarde na Place de la République, com destino à Place de la Nation. O trajeto foi definido pelas autoridades após uma disputa com os sindicatos. Houve momentos de tumulto e pessoas ficaram feridas. Informações iniciais indicam pelo pelo menos cinco pessoas com cortes e sangramentos graves, incluindo um homem com um ferimento na cabeça.

Confrontos em diferentes cidades

Confrontos também ocorreram em Lyon, Nantes e Rennes. Em diferentes momentos, grupos de manifestantes lançaram objetos e artefatos pirotécnicos contra policiais, enquanto as forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os envolvidos.

Em Lyon, um grupo de aproximadamente 500 pessoas vestidas de preto se posicionou na parte dianteira do cortejo. Foram registrados lançamento de objetos contra policiais, construção de barricadas, danos a uma agência de recrutamento e incêndio de um automóvel. Seis pessoas foram detidas.

Em Nantes, houve lançamento de projéteis contra veículos policiais, construção de barricadas e uso de gás lacrimogêneo e granadas pelas forças de segurança. O cortejo chegou a ser interrompido nas proximidades do centro da cidade, enquanto a polícia bloqueou acessos a diferentes bairros.

Na cidade de Rennes, grupos de indivíduos mascarados ergueram barricadas, incendiaram lixeiras e lançaram objetos contra policiais. Um hotel também foi alvo de danos.

Em Tournefeuille, na região metropolitana de Toulouse, aproximadamente 30 indivíduos encapuzados invadiram o Lycée Marie-Louise Dissard Françoise e dispararam artefatos pirotécnicos. A ocorrência provocou um incêndio na área administrativa e de atendimento aos estudantes. O estabelecimento foi evacuado e permaneceu fechado. Segundo a prefeitura, não houve feridos.

Outros episódios de violência foram registrados em Bordeaux, Caen, Strasbourg, Lille, Villeurbanne e Tours, incluindo tentativas de bloqueio de escolas, depredações, incêndios e confrontos com forças policiais.

O balanço nacional de feridos e detenções ainda não havia sido consolidado até o meio da tarde. Os episódios registrados ao longo da quinta-feira se somam a uma sequência de mobilizações estudantis e confrontos nas últimas semanas. Em pronunciamento no Senado, o ministro da Educação, Édouard Geffray, informou que 37 funcionários da área haviam sido feridos nas 48 horas anteriores, em ocorrências relacionadas aos bloqueios e protestos.

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