O influenciador digital e ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, foi condenado pela Justiça a pagar uma indenização de R$ 100 mil ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL). A decisão é decorrente da disseminação de informações falsas por Marçal durante a campanha eleitoral de 2024, na qual ambos disputaram o cargo de prefeito.
Durante o período eleitoral, Marçal fez uma associação entre a imagem de Boulos e o uso de cocaína. Em um ato polêmico, ele publicou um laudo falsificado em suas redes sociais, alegando que seu adversário havia recebido atendimento médico devido ao consumo de drogas. Essa ação levou a Justiça Eleitoral a suspender a conta de Marçal no Instagram, após constatar indícios de falsidade no documento apresentado.
O caso foi objeto de investigação pela Polícia Federal, que posteriormente indiciou Marçal pela divulgação do laudo falso. Na sentença proferida na última quinta-feira (29), o juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível de São Paulo, destacou que, embora o debate político permita críticas severas, isso não justifica a prática de crimes contra a honra ou a criação e disseminação deliberada de informações inverídicas com o intuito de prejudicar a reputação alheia. O magistrado enfatizou que a liberdade de expressão não deve ser utilizada como justificativa para calúnias e difamações.
Em sua decisão, o juiz afirmou que Marçal “extrapolou os limites do debate político civilizado”, utilizando um laudo médico forjado para criar uma narrativa criminosa que atribuía ao autor a condição de usuário de drogas. O juiz observou que a assinatura do médico mencionado no documento era falsa e que a criação do laudo tinha como objetivo claro enganar o eleitorado e macular a honra do adversário.

Imagem: Pablo Marçal/Instagram
Marçal foi contatado pela Agência Brasil e declarou que considera a sentença uma decisão de primeira instância, portanto, não definitiva. Ele contestou o entendimento do juiz e informou que já está tomando as medidas judiciais necessárias para recorrer da decisão, demonstrando confiança em que o caso será revisto por instâncias superiores.
Com informações de Agência Brasil









