Cruzeiro do Sul já registra mais casos de violência doméstica em 2026 do que em todo o ano passado

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Cruzeiro do Sul já registra mais casos de violência doméstica em 2026 do que em todo o ano passado

Cruzeiro do Sul já contabilizou 532 ocorrências de violência contra mulheres nos primeiros dez meses de 2026 — número que já supera os 487 casos registrados em todo o ano de 2025, uma alta de 9,2%. Os dados foram apresentados pelo delegado Vinícius Almeida nesta terça-feira (27). Para ele, o aumento não significa necessariamente que a violência cresceu, mas sim que mais mulheres passaram a confiar nas autoridades e a denunciar. “A gente acredita que a população tem acreditado cada vez mais no trabalho da polícia e da Justiça, e isso faz com que as mulheres procurem ajuda com mais frequência”, avaliou.

O delegado alerta ainda que a violência doméstica vai muito além das agressões físicas. Quebrar objetos, controlar as redes sociais, as roupas, a vida financeira ou os contatos da companheira também são formas de violência que podem e devem ser denunciadas. “Quebrar o celular, querer controlar amizades, tudo isso é violência doméstica e tem consequências legais”, explicou. A Delegacia da Mulher oferece também apoio psicológico e assistência social às vítimas, além de manter um trabalho de orientação e prevenção nas escolas da região.

Uma informação importante: em muitos casos, a denúncia, uma vez registrada, não pode ser desfeita pela vítima, pois alguns tipos de violência doméstica são considerados crimes de ordem pública. Por isso, é fundamental que vizinhos, familiares e quem presenciar situações de agressão também ajudem a denunciar. “O que a gente não quer para a nossa família, não devemos aceitar para o próximo. Se souber de algum caso, procure a polícia”, orientou o delegado. As vítimas podem procurar a Delegacia da Mulher de Cruzeiro do Sul ou ligar para a Polícia Militar pelo telefone 190 em situações de emergência.

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