O Acre ocupa a 18ª posição no ranking nacional de taxa de investimentos públicos, com aplicação de 5,5% da receita corrente líquida. Os dados fazem parte do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com informações referentes ao exercício de 2025.
Na comparação entre os estados da Região Norte, o Acre aparece em terceiro lugar, atrás apenas do Pará, que ocupa a quarta posição nacional com 13,3%, e do Amapá, na 15ª colocação com 7,5%. Os demais estados da região registraram taxas inferiores, com Tocantins em 21º lugar com 4,6%, Amazonas em 23º com 4,3%, Rondônia em 25º com 3,6% e Roraima em 26º com 3,4%. A taxa registrada pelo Pará é mais que o dobro da observada no Acre, e embora os vizinhos apresentem números menores, o Acre ainda figura entre os dez estados com as menores taxas de investimento do país.
No cenário nacional, o Piauí lidera o ranking com uma taxa de investimentos de 17% da receita corrente líquida. Em segundo lugar aparece o Espírito Santo, com 14,8%, seguido pelo Maranhão, com 14%. Goiás, Paraíba e Mato Grosso completam os sete primeiros colocados, todos com taxa acima de 12%.
Na outra ponta do levantamento, o Rio Grande do Norte é o último colocado, com taxa de apenas 3,1%, seguido por Roraima e Rondônia. O indicador leva em conta a relação entre o valor dos investimentos públicos efetivamente liquidados e a receita corrente líquida de cada estado, ou seja, considera apenas os valores em que o bem ou serviço já foi entregue e conferido, e não apenas os recursos previstos no orçamento. Por isso, a taxa mostra a proporção real dos recursos arrecadados que foi direcionada a investimentos concluídos.
É importante ressaltar que o número, por si só, não informa quais obras foram realizadas ou a qualidade dos gastos, sendo necessário analisar outros indicadores para ter uma visão completa da gestão de cada estado.












