BRASILÉIA (AC) – Com voz emocionada, a agricultora Ruth Gomes da Silva, moradora da zona rural de Brasiléia, fez um apelo público à imprensa nesta manhã, pedindo que seu filho Francisco Gomes da Silva, detento na Unidade Penitenciária de Senador Guiomard, seja beneficiado com prisão domiciliar para viver seus últimos dias ao lado da família. “Imploro para que ele possa usar o monitoramento eletrônico e morrer em casa. Ele já foi desenganado pelos médicos – dar-lhe essa chance seria um ato humanitário”, disse a mãe.
Segundo Ruth, Francisco sofre de uma doença incurável e se encontra em fase terminal. Recentemente, um pedido de prisão domiciliar foi impetrado por um defensor público, mas não obteve êxito junto às autoridades.
A agricultora relata que, devido à gravidade do quadro de saúde, seu filho está debilitado e não representa risco para a sociedade. “Meu filho escreveu uma carta expressando o desejo de morrer em casa. Tenho medo de receber a qualquer momento a notícia de sua morte. No caso dele, caberia perfeitamente a concessão da prisão domiciliar humanitária”, afirmou Ruth.
A legislação brasileira prevê a possibilidade de concessão de prisão domiciliar para pessoas privadas de liberdade com doenças graves ou em fase terminal, como medida de caráter humanitário. O pedido é analisado por juízes, que avaliam aspectos como o estado de saúde do detento e o risco que ele representa para a comunidade.
Até o momento, não há informações sobre novas medidas ou recursos que possam ser apresentados para rever a decisão. A família aguarda um posicionamento das autoridades judiciais e penitenciárias sobre o caso.









