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Motorista confessa farsa da bomba no Rodoanel; entenda o caso

São Paulo – O caso que paralisou o Rodoanel Mário Covas na última semana teve uma reviravolta surpreendente. Dener Laurito dos Santos, o motorista da carreta que bloqueou a via por cinco horas, confessou ter inventado a história de que estava amarrado a explosivos. A confissão ocorreu durante um depoimento à Polícia Civil, revelando que toda a ocorrência foi uma armação.
Dener admitiu ter produzido a bomba falsa encontrada na carreta e de ter jogado uma pedra no para-brisa do veículo, simulando um ataque. Segundo Osvaldo Nico, secretário da Segurança Pública de São Paulo, o motorista alegou que o objetivo da farsa era chamar a atenção.
A polícia desconfiou da versão inicial de Dener após analisar imagens que não corroboravam seu relato. Inicialmente, ele afirmou ter sido sequestrado por criminosos que o amarraram e o obrigaram a dirigir com explosivos.
O secretário Osvaldo Nico destacou a importância do trabalho da polícia na resolução do caso: “A polícia chegou a mostrar que ele estava mentindo. Então, teve uma hora que ele resolveu falar devido ao trabalho policial que conseguiu provas de que ele estava falando mentiras.”
Dener foi indiciado por falsa comunicação de crime, mas a Secretaria da Segurança Pública não informou se ele será preso. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes e responsabilizar criminalmente o envolvido.
Relembre o caso
Na última semana, uma carreta bloqueou o km 44 do Rodoanel, em Itapecerica da Serra, causando um congestionamento de mais de 20 quilômetros. A pista ficou interditada nos dois sentidos para a atuação do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE). Dener chegou a desmaiar ao ser retirado da carreta e precisou de atendimento médico.
Inicialmente, o motorista alegou ter sido sequestrado por três homens armados, mas a polícia notou inconsistências em seu depoimento. O caminhão, que estava vazio, seguia para uma base operacional em São Bernardo do Campo. Dener havia dito que os criminosos queriam usar o veículo para transportar armas para o Rio de Janeiro.
A confissão de Dener Laurito dos Santos encerra um capítulo tenso na história do Rodoanel, mas levanta questões sobre os motivos que o levaram a criar essa farsa.








