Um servidor da Prefeitura de Divinópolis (MG), de 44 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por tentativa de feminicídio, tortura, cárcere privado, divulgação de cena de nudez e dano contra a própria esposa, de 47 anos. A conclusão do inquérito foi divulgada nesta quarta-feira (1º/7).
O investigado, que trabalha como coveiro e não teve a identidade revelada, permanece preso preventivamente.
Segundo a apuração, a vítima foi mantida em cárcere privado por aproximadamente oito dias, em um apartamento no bairro Padre Eustáquio, em Divinópolis (MG). Durante esse período, ela sofreu sucessivas agressões físicas e psicológicas motivadas por ciúmes.
A Polícia Civil afirma que a mulher foi privada de alimentação, obrigada a consumir crack, tomar banhos gelados e permanecer ajoelhada sobre grãos, sem roupas.
As investigações apontam que as agressões eram constantes e tinham como objetivo humilhá-la e submetê-la ao controle do companheiro.
Ainda conforme o inquérito, um dos episódios de violência foi gravado pelo próprio suspeito e compartilhado com outras pessoas como forma de constranger a vítima. Por esse motivo, ele também foi indiciado pelo crime de divulgação de cena de nudez.
Além disso, em uma das tentativas de escapar, a mulher conseguiu deixar o apartamento enquanto o suspeito estava fora. No entanto, ela foi alcançada nas proximidades do imóvel e arrastada de volta para dentro da residência.
A cena foi presenciada por um vizinho, que acionou a Polícia Militar.
Antes da chegada dos policiais, o homem ainda tentou matar a companheira com golpes de faca, inclusive na vagina. Segundo a Polícia Civil, a tentativa de feminicídio só não foi consumada porque a vítima reagiu e os militares chegaram ao local a tempo de impedir o crime.
O suspeito foi preso em flagrante no dia 16 de junho. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva.
Após ser resgatada, a mulher foi encaminhada para atendimento e recebeu acolhimento da rede de proteção às vítimas de violência doméstica.
O inquérito foi conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Divinópolis e encaminhado ao Poder Judiciário.












