O custo da alimentação, limpeza e higiene pessoal continua subindo na capital acreana. Levantamento da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), divulgado nesta quarta-feira (17), mostra que o conjunto das três cestas básicas fechou maio de 2026 em R$ 720,65 — o maior valor registrado nos últimos seis meses.
Em dezembro de 2025, o mesmo conjunto custava R$ 660,81. A alta acumulada desde então chega a 9,1%, pressionando diretamente o orçamento das famílias.
Alimentação é o principal fator de alta
A cesta alimentar foi a que mais puxou o aumento, atingindo R$ 608,91 para uma pessoa, com elevação de 2,12% apenas em relação a abril. Os itens que mais encareceram foram:
-Tomate: +10,3%
-Arroz: +5,92%
-Leite: +2,82%
-Feijão: +2,43%
Ao todo, nove dos 14 produtos pesquisados ficaram mais caros. Apenas três registraram queda: farinha de mandioca (-4,37%), café (-2,83%) e manteiga (-1,82%).
Maior esforço para comprar itens essenciais
Com a alta, o trabalhador que recebe salário mínimo precisou dedicar 97 horas e 48 minutos de trabalho para adquirir as três cestas em maio — 1 hora e 37 minutos a mais do que no mês anterior.
O comprometimento da renda também cresceu: os itens básicos consumiram 44,5% do salário mínimo bruto (R$ 1.621). Já sobre o valor líquido, após desconto da Previdência, o percentual sobe para 48,1%.
Para uma família padrão de dois adultos e três crianças, o gasto estimado com os mesmos produtos chegou a R$ 2.522,29, aumento de R$ 41,95 em relação a abril e equivalente a 1,56 salários mínimos.











